domingo, 15 de setembro de 2013


São Paulo capital, de lá que eu vim.

 

Sou de São Paulo e a frase mais ouvida por nós paulistanos, quando dizemos de onde viemos é: “paulista só pensa em trabalhar e não se diverte!” Não é bem assim; os paulistanos, em geral, trabalham muito porque a princípio cresceram já ouvindo seus pais comentarem de o quanto dão duro para ganhar a vida e na sua maioria começam a trabalhar no início da adolescência, para ajudar em casa. Trabalham de dia e estudam à noite – esta foi minha vida.  O ritmo de São Paulo é rápido e as atividades diárias geralmente são cronometradas, do tipo...acordar cedo e tomar café da manhã correndo, para pegar o ônibus ou metrô no próximo minuto e não chegar atrasado ao trabalho, o qual, por sua vez, exige que sejamos rápidos e eficientes, pois a qualquer deslize nosso, somos substituídos sem piedade. Ao  mesmo tempo, já estamos também pensando no que deve ser feito na escola ou faculdade à noite e ocupamos o único tempinho que sobra para  estudar ou muitas vezes checar como estão indo as coisas em casa, email etc.  Há quem pense: “que tipo de vida é essa? “...mas as pessoas se acostumam com suas rotinas meio malucas e aquilo se torna normal.
Muitas vezes, ainda adolescente, quando eu viajava para o sítio de minha avó em Araçatuba, não conseguia me acostumar com o ritmo calmo e tranquilo da vida rural e após o segundo dia alí, eu já ficava ansiosa e queria voltar pra casa.  O mesmo aconteceu quando fui viajar à Bahia e constatei que o ritmo baiano é totalmente diferente. Tudo se resolve vagarosamente e as pessoas inclusive falam mais devagar e espaçadamente.
Mas apesar de tudo isso e dos olhos de quem vive uma experiencia de vida diferente, indicando uma vida insana e sem sentido, encontramos tempo para nos divertir nas horinhas livres, indo ao cinema, ao teatro, à danceteria  (night club), andando de bicicleta no parque e claro, indo à academia. Claro, não posso deixar de mencionar as reuniões familiares ou com amigos no fundo do quintal aos domingos, para o churrasco e jogo de baralho e as idas à praia, descendo a serra, cuja distância é de mais ou menos 1 ou 2 horas de Sampa.
Bem, São Paulo é um pedacinho do Brasil, mas de uma importância imensa, pois o povo que praticamente só trabalha, cria milhares de oportunidades não só às pessoas de muitos outros estados, como também  países vizinhos. São Paulo tem uma importância enorme na economia do país.
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Expressões usadas no Brasil que podem confundir qualquer estudante da lingua portuguesa:
 

                           Dor de Cotovelo
  A expressão teve origem nas cenas de pessoas sentadas em bares, com os cotovelos apoiados no balcão, bebendo e chorando a dor de um amor perdido. De tanto permanecerem naquela posição, as pessoas ficavam com dores nos cotovelos. Atualmente, é muito comum utilizar essa expressão para designar o despeito provocado pelo ciúme ou a tristeza causada por uma decepção amorosa.
Sem eira nem beira
Significa pessoas sem bens, sem posses. Eira é um terreno de terra batida ou cimento onde grãos ficam ao ar livre para secar. Beira é a beirada da eira. Quando uma eira não tem beira, o vento leva os grãos e o proprietário fica sem nada. Dizem que antigamente as casas das pessoas ricas tinham um telhado triplo: a eira, a beira e a tribeira como era chamada a parte mais alta do telhado. As pessoas mais pobres não tinham condições de fazer este telhado , então construíam somente a tribeira ficando assim "sem eira nem beira".

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