domingo, 29 de setembro de 2013


A Formação da Língua Portuguesa

A língua Portuguesa é derivada do latim popular e desenvolveu-se na Lusitânia (atual Portugal e região espanhola da Galícia) a partir do final do século III AC (antes de Cristo). Nessa época, o Império Romano havia conquistado a região e instituido o latim como língua oficial. Com as invasões bárbaras, no século V, o latim começou a entrar em decadência. A partir do século VIII deixa de ser falado, quando os árabes dominam a península Ibérica e impõem sua língua.
A expulsão dos árabes, no século XII, leva à criação do reino de Portugal. O latim volta, então, a ser a língua predominante, embora já modificado pelas influências que recebeu dos povos bárbaros e do próprio árabe. Posteriormente, o idioma é reformulado e dá origem ao galego-português. Um dos primeiros documentos escritos nessa língua data de 1198: uma poesia, conhecida como Cantiga da Ribeirinha, escrita pelo trovador Paio Soares de Taveirós.

Aos poucos, o galego-português vai sofrendo modificações e adquirindo, na região de Portugal, as características do português moderno. Quando a Dinastia Avis é fundada, em 1385, o português passa a ser a língua oficial. Com a expansão marítima portuguesa, entre os séculos XV e XVI, espalha-se por várias regiões da África, Ásia e América.

O português é a oitava lingua mais falada no planeta e oficial em 8 países: Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Principe, e Timor Leste.

Nos países onde é falado, o português apresenta, como qualquer língua viva, variedades na pronúncia, gramática e vocabulário e expressòes. Porém, esta diferenciação não compromete a unidade do idioma.

No Brasil, após a independência (1822), o português falado sofreu influências de imigrantes europeus que se instalaram no centro e sul do país. Isso explica certas modalidades de pronúncia e algumas mudanças superficiais que existem entre as regiões do Brasil, que variam de acordo com o fluxo migratório que cada uma delas recebeu.
 
No século XX, as diferenças entre o português do Brasil e Portugal aumentaram, devido aos avanços tecnológicos do período. Além disso, com o movimento modernista de 1922, surgiu a necessidade de romper com os modelos tradicionais portugueses e dar maior ênfase ao falar brasileiro. A abertura conquistada pelos modernistas consagrou literariamente a norma brasileira.
 
Você sabia que:

houve uma reforma ortográfica feita no Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (AO), assinado em Lisboa, no dia 16/12/1990, por representantes de sete países de língua portuguesa: Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, esse Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo nº 54, de 18/04/1995.

Esse Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009... Assim, o nosso alfabeto, por exemplo, que possuia 23 letras (três a menos do que no alfabeto latino), passou a ter 26 letras, pois foram reintroduzidas as letras K, W e Y. O alfabeto completo passou a ser: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z.

Links relativos à língua portuguesa:
 
Gostou desta postagem? Compartilhe com seus amigos!
 

domingo, 22 de setembro de 2013


HISTÓRIA E CULTURA BRASILEIRA

 A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

As margens do Ipiranga

A independência do Brasil começou de um processo. Muitos haviam tentado antes libertar o Brasil de Portugal, como Tiradentes, por exemplo, que foi executado pela Coroa Portuguesa em Minas Gerais.
Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro recebe carta da corte de Lisboa, a qual exigia seu retorno a Portugal, porém D. Pedro recusou-se  proclamando: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico”. Este dia é chamado “Dia do Fico”.

Após este dia, D. Pedro tomou uma série de medidas: convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as Tropas de Portugal a voltarem para o Reino e determinou que nenhuma lei fosse cumprida sem a sua aprovação. Conclamou a partir daí o povo, a lutar pela Independência.

O príncipe viajou a Minas Gerais e São Paulo, estados economicamente influentes na época, devido ao cultivo de café. Ele estava preocupado que pudesse iniciar-se  uma revolta social, porém, durante a viagem e justamente quando estava voltando de Santos para São Paulo, D. Pedro recebeu uma carta de Portugal anulando a Assembléia Constituinte e exigindo novamente seu retorno a Portugal.
Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou: “Independência ou Morte!” Era 7 de Setembro do 1822.

Os primeiros países a reconhecerem a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu  o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para o reconhecimento de sua ex-colônia e D.Pedro obteve esse dinheiro da Inglaterra. (Primeira dívida externa do Brasil).
 
Gostou desta postagem? Compartilhe com seus amigos!

domingo, 15 de setembro de 2013


São Paulo capital, de lá que eu vim.

 

Sou de São Paulo e a frase mais ouvida por nós paulistanos, quando dizemos de onde viemos é: “paulista só pensa em trabalhar e não se diverte!” Não é bem assim; os paulistanos, em geral, trabalham muito porque a princípio cresceram já ouvindo seus pais comentarem de o quanto dão duro para ganhar a vida e na sua maioria começam a trabalhar no início da adolescência, para ajudar em casa. Trabalham de dia e estudam à noite – esta foi minha vida.  O ritmo de São Paulo é rápido e as atividades diárias geralmente são cronometradas, do tipo...acordar cedo e tomar café da manhã correndo, para pegar o ônibus ou metrô no próximo minuto e não chegar atrasado ao trabalho, o qual, por sua vez, exige que sejamos rápidos e eficientes, pois a qualquer deslize nosso, somos substituídos sem piedade. Ao  mesmo tempo, já estamos também pensando no que deve ser feito na escola ou faculdade à noite e ocupamos o único tempinho que sobra para  estudar ou muitas vezes checar como estão indo as coisas em casa, email etc.  Há quem pense: “que tipo de vida é essa? “...mas as pessoas se acostumam com suas rotinas meio malucas e aquilo se torna normal.
Muitas vezes, ainda adolescente, quando eu viajava para o sítio de minha avó em Araçatuba, não conseguia me acostumar com o ritmo calmo e tranquilo da vida rural e após o segundo dia alí, eu já ficava ansiosa e queria voltar pra casa.  O mesmo aconteceu quando fui viajar à Bahia e constatei que o ritmo baiano é totalmente diferente. Tudo se resolve vagarosamente e as pessoas inclusive falam mais devagar e espaçadamente.
Mas apesar de tudo isso e dos olhos de quem vive uma experiencia de vida diferente, indicando uma vida insana e sem sentido, encontramos tempo para nos divertir nas horinhas livres, indo ao cinema, ao teatro, à danceteria  (night club), andando de bicicleta no parque e claro, indo à academia. Claro, não posso deixar de mencionar as reuniões familiares ou com amigos no fundo do quintal aos domingos, para o churrasco e jogo de baralho e as idas à praia, descendo a serra, cuja distância é de mais ou menos 1 ou 2 horas de Sampa.
Bem, São Paulo é um pedacinho do Brasil, mas de uma importância imensa, pois o povo que praticamente só trabalha, cria milhares de oportunidades não só às pessoas de muitos outros estados, como também  países vizinhos. São Paulo tem uma importância enorme na economia do país.
Gostou desta postagem? Compartilhe com seus amigos.
 
 

domingo, 8 de setembro de 2013





Povo Brasileiro – gente amável e festiva

Frequentemente ouvimos turistas em geral que acabaram de chegar do Brasil, dizerem o quanto os brasileiros são amáveis e calorosos  na ocasião de suas viagens. Nós mesmos, brasileiros, já estamos acostumados a ouvir algum comentário na TV sobre nossa hospitalidade, mas... de onde vem esse comportamento? O que nos torna diferentes, neste aspecto, das pessoas de outros paises?

Através da análise sobre “o jeito de ser” do brasileiro, estabelecem-se aspectos diferenciadores com as demais culturas. O brasileiro tem a tendência de administrar o tempo de maneira bem flexível, é extremamente otimista e tem dificuldade de dizer não, o que não acontece com outros povos.

A informalidade, a hospitalidade e o bom humor, passam aos estrangeiros a impressão de um povo generoso, de um povo que gosta de abraços e proximidade física, um povo musical, que tem conversas animadas e muitas vezes barulhentas. Mas qual a proveniência destas características?

 O povo brasileiro provém da miscigenação do índio, africano e europeu, e cada qual contribuiu essencialmente ao comportamento cordial e afetuoso. A capacidade flexível e moldável a novas situações dos indígenas, provenientes de sociedades igualitárias e solidárias, e  as cores fortes trazidas pelos africanos, fizertam dos brasileiros um povo singular e festivo.
 
 
 Após o descobrimento do Brasil no século XV, os índios nativos, colonizadores portugueses e os escravos africanos compunham o nosso povo. No século XIX, imigrantes europeus, fugindo da crise de seus países ou simplesmente devido a expansão da economia cafeeira,  chegaram ao Brasil em busca de melhores condições de vida.
Depois vieram os japoneses, buscando novos horizontes, após a Segunda Guerra Mundial. Dos países europeus que contribuíram para a formação do povo brasileiro, destacam-se: italianos, espanhois, alemães, sírios, libaneses, japoneses, poloneses, ucranianos, russos e  judeus, e de cada um destes povos, adquirimos características que somadas, serão jamais encontradas em qualquer outra parte do mundo. Nós brasileiros, nos reinventamos a cada momento, inspirados na cordialidade e convívio social do indígena, na alegria do negro e no culto ao trabalho do homem branco. Somos um povo altruísta, generoso, pacífico, tolerante por temperamento, hospitaleiro e emotivo.
“Foi desindianizando o índio, desafricanizando o negro, deseuropeizando o europeu e fundindo suas heranças culturais que nos fizemos. Somos, em consequência, um povo síntese, mestiço na carne e na alma, orgulhoso de si mesmo, porque entre nós a mestiçagem jamais foi crime ou pecado. Um povo sem comunidades que nos atenham a qualquer servidão, desafiado a florescer, finalmente, como uma civilização nova, autônoma e melhor.” (Darcy Ribeiro, 1995,)