Povo Brasileiro – gente amável e
festiva
Frequentemente ouvimos turistas em
geral que acabaram de chegar do Brasil, dizerem o quanto os brasileiros são
amáveis e calorosos na ocasião de suas
viagens. Nós mesmos, brasileiros, já estamos acostumados a ouvir algum
comentário na TV sobre nossa hospitalidade, mas... de onde vem esse
comportamento? O que nos torna diferentes, neste aspecto, das pessoas de outros
paises?
Através da análise sobre “o jeito de
ser” do brasileiro, estabelecem-se aspectos diferenciadores com as demais culturas.
O brasileiro tem a tendência de administrar o tempo de maneira bem flexível, é
extremamente otimista e tem dificuldade de dizer não, o que não acontece com
outros povos.
A informalidade, a hospitalidade e o bom
humor, passam aos estrangeiros a impressão de um povo generoso, de um povo que
gosta de abraços e proximidade física, um povo musical, que tem conversas
animadas e muitas vezes barulhentas. Mas qual a proveniência destas
características?

Depois vieram os japoneses, buscando novos horizontes, após a Segunda Guerra Mundial. Dos países europeus que contribuíram para a formação do povo brasileiro, destacam-se: italianos, espanhois, alemães, sírios, libaneses, japoneses, poloneses, ucranianos, russos e judeus, e de cada um destes povos, adquirimos características que somadas, serão jamais encontradas em qualquer outra parte do mundo. Nós brasileiros, nos reinventamos a cada momento, inspirados na cordialidade e convívio social do indígena, na alegria do negro e no culto ao trabalho do homem branco. Somos um povo altruísta, generoso, pacífico, tolerante por temperamento, hospitaleiro e emotivo.
“Foi desindianizando o índio, desafricanizando
o negro, deseuropeizando o europeu e fundindo suas heranças culturais que nos
fizemos. Somos, em consequência, um povo síntese, mestiço na carne e na alma,
orgulhoso de si mesmo, porque entre nós a mestiçagem jamais foi crime ou
pecado. Um povo sem comunidades que nos atenham a qualquer servidão, desafiado
a florescer, finalmente, como uma civilização nova, autônoma e melhor.” (Darcy
Ribeiro, 1995,)

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